Quando chegaram à Média, junto da cidade de Ecbátana, o arcanjo Rafael falou a Tobias da situação de Sara, anunciando-lhe que, segundo a lei do levirato, era a ele que competia tomá-la como esposa. Tobias, no entanto, já ouvira falar do que sucedera com os seus maridos anteriores, receando, por isso, o que lhe poderia acontecer. Além de caracterizar Sara como uma mulher «prudente, de ânimo forte e muito bela», Rafael, para tranquilizar Tobias, lembra-lhe que o seu pai o advertira a casar-se com uma mulher da sua família, e ensinou-lhe um procedimento para expulsar o demónio responsável pela infelicidade de Sara, «Quando entrares no aposento nupcial, pega no queimador de incenso e põe sobre as brasas bocados do coração e do fígado do peixe. Quando o demónio sentir o cheiro, fugirá e nunca mais aparecerá junto dela». O capítulo termina com novas instruções de Rafael, e com o relato de que, sabendo que Sara «era sua irmã, da linhagem do seu pai, Tobias concebeu grande amor pela jovem».
No capítulo sete, descreve-se o comovente encontro de Tobias com Raguel, pai de Sara. Quando Tobias revelou que Tobite era seu pai, Raguel «beijou-o entre lágrimas», abençoando-o e bendizendo as boas obras de Tobite. Logo neste encontro, Tobias pediu a Raguel que lhe entregasse Sara como esposa, ao que aquele acedeu - não escondendo, no entanto, o que acontecera aos seus noivos anteriores. Depois de o contrato de casamento ser assinado, todos comungaram num banquete. É de notar que este livro, em especial, dá bastante importância à acção das mulheres, apresentando, por exemplo, no final deste capítulo, a prece feita pela mãe de Sara, Edna: «Coragem, filha. O Senhor do céu te dê alegria em lugar da tua tristeza.»
Na noite de núpcias, Tobias começou por fazer o que Rafael lhe ordenara, queimando as partes do peixe no incensário. Como resultado, «o demínio fugiu para o Alto Egipto. Rafael seguiu-o e prendeu-o.» Neste relato, são importantes dois aspectos simbólicos. Em primeiro lugar, a fuga para o Alto Egipto, como lugar representando o mal; em segundo lugar, a referência à acção do arcanjo Rafael. De facto, é dos poucos locais do Antigo Testamento - senão talvez o único - em que se descreve um combate entre um anjo e um demónio. Depois, continuando a cumprir as instruções de Rafael, Tobias fez uma oração, recordando a união de Adão e Eva, para pedir sucesso no seu casamento com Sara. Ora, por estar receoso do que poderia ter acontecido, Raguel mandou uma serva verificar se estava tudo bem com o casal. Quando soube que estavam vivos, Raguel bendisse a Deus e preparou um novo banquete nupcial.
Entretanto, visto que o tempo passava e Tobias se mantinha na casa de Raguel, optou por mandar o anjo levantar o dinheiro depositado junto de Gabael. Isto aconteceu, e o próprio Gabael ainda foi à boda, alegrando-se por ver Tobias, que o recordava de Tobite.
Por esta altura, já Tobite pensava nas razões que poderiam levar Tobias a demorar-se tanto - tendo sempre confiança que nada de mal lhe acontecera. Para Ana, no entanto, era já claro que o seu filho tinha falecido. Prevendo que isto pudesse acontecer, Tobias pediu a Raguel que o deixasse partir com Sara - ao que acedeu contrafeito, já que ia deixar de estar com a sua filha. Na despedida, tipicamente oriental, entre abraços, ficaram os desejos de Raguel de que os pudessem voltar a ver, sobretudo, na companhia dos filhos que viessem a nascer ao novo casal. Da parte de Tobias, ficou o voto: «dê-me o Senhor a graça de vos [aos sogros] honrar todos os dias da minha vida».