O terceiro oráculo de Ageu começa por uma metáfora, expressa em duas questões colocadas aos sacerdotes. Segundo eles próprios, o contacto com «carne santificada» não torna santo um alimento; no entanto, se um alimento contactar com alguém em estado de impureza, ficará, também, impuro. Da mesma forma, bastam alguns elementos impuros para que todo o povo também o fique: «Assim é este povo (...) assim é o trabalho de suas mãos (...) tudo isso é impuro.» Naturalmente, esta alegoria é extensível à impureza não-formal, mostrando que alguns infiéis sao sufucientes para corromper todo o povo.
Parte-se daqui para justificar o insucesso, nomeadamente agrícola, dos tempos anteriores. De facto, este aparenta ser uma consequência da maldade do povo, que dessa forma era castigado. No entanto, e retomando o tema geral da Profecia de Ageu, anuncia-se que a reconstrução do templo marca, precisamente, o final dessas provações: «a partir de hoje, Eu vos darei a minha bênção». Mais uma vez, portanto, o povo é incentivado a prosseguir a obra de restauração, apresentada como desígnio que aproxima o povo de Deus.