No seguimento do primeiro oráculo, em que se incentivava a reconstrução do templo, este vem acrescentar alguns detalhes a respeito da importância dessa reconstrução, colocando-se num plano mais espiritual. De facto, começa por se recordar a glória do templo anterior: «Quem é que resta entre vós que tenha visto este templo na sua glória passada?», para em seguida se desafiar o povo a devolver essa glória ao templo - «pois Eu estou convosco».
Numa segunda parte, o profeta parte dessa glória arquitectónica para depois a concretizar num contexto mais místico e simbólico: é por isso que «O esplendor futuro deste templo será maior que o primeiro». Tal perspectiva é engrandecida pela atribuição final duma dimensão visivelmente messiânica acerca desse esplendor, nomeadamente em «neste lugar Eu darei a paz». Esta afirmação acaba por ser um pouco paradoxal, se tivermos em conta que Jesus usou de violência para expulsar os vendilhões do templo, e chegou mesmo a predizer a sua destruição. No entanto, também é verdade que se servia dele para orar e para ensinar, e que o texto talvez se refira ao templo, mais importante e definitivo, que «não seria construído pelas mãos dos homens» (Marcos 14).