2007-10-10

Unção de David (16,1 - 16,13)

Depois da deposição de Saul, Deus ordenou a Samuel que fosse ungir um outro israelita, em Belém. Isso mesmo aconteceu, e foi-lhe indicado que ungisse o filho mais novo de Isaí: «David, louro, de belos olhos e de formosa aprência; que sabe tocar muito bem harpa; é valente e forte, fala bem, tem belo rosto e o Senhor está com ele».
Esta descrição é eloquente. Efectivamente, temos a descrição de um homem perfeito, cheio de qualidades, contrastando com as últimas descrições de Saul. É por tudo isto que foi escolhido por Deus para o substituir. Samuel ungiu, então, aquele que seria o mais brilhante e importante rei de Israel, que unificou o povo de Deus, organizou o culto e consolidou o território. A par de Moisés e Abraão, foi das figuras mais marcantes do Antigo Testamento, com a sua influência a estender-se ao Novo, já que foi ascendente em linha directa de Jesus Cristo.
Por tudo isto, e por toda a composição lendária de que foi alvo, a história de David ocupa extensas passagens da Escritura, as quais serão seguidamente abordadas.