2008-01-14

Declínio e morte de Salomão (11 ; 9,29-9,31)

A vida sentimental de Salomão foi marcada pela ligação a um grande número de mulheres («Teve setecentas mulheres de sangue nobre e trezentas concubinas»); este facto explica-se por razões de política de alianças e manifestação de poder. Ora, como sabemos, Deus sempre proibira aos israelitas que se casassem com mulheres estrangeiras, como forma de preservar a pureza da sua religião; as mulheres de Salomão, no entanto, eram todas estrangeiras. Assim, «as suas mulheres desviaram-lhe o coração para outros deuses».
Isto constituiu uma violação grave da aliança que Deus estabelecera com David e os seus descendentes; por isso decidiu: vou tirar-lhe [a Salomão] o teu reino e vou dá-lo a um dos teus servos (...) mas deixarei uma tribo ao teu filho, por causa de David». Com esta decisão, começou o declínio que marcou o final do reinado de Salomão. Entre vários inimigos que teve que enfrentar, Deus suscitou a Salomão, também, Jeroboão. Este foi interpelado por um profeta, Aías de Silo que, através de uma alegoria com o seu manto, lhe mostrou que havia de reinar sobre dez tribos de Israel, de forma a castigar Salomão. A descendência de David, de qualquer forma, ficaria reinando sobre uma tribo, «a fim de que o Meu servo David tenha sempre uma lâmpada diante de mim».
Enfim, o reinado de Salomão durou quarenta anos, terminando com a sua morte, e devendo suceder-lhe o seu filho Roboão.