2007-10-20

Exílio de David (27 - 30)

Depois do segundo encontro com Saul, David achou por bem exilar-se junto dos filisteus. Aquis, rei de Gat, deu-lhe a cidade de Siclag para ele viver com o grupo que o seguia. Enquanto lá estiveram estabelecidos, estes atacavam os povos nómadas que habitavam no sul do território de Judá. Com isto, David conseguiu dois objectivos - primeiro, ganhava a simpatia da tribo de Judá, porque a defendia; segundo, fazia com que Aquis o tratasse bem, porque julgava que David estava a combater os israelitas.
Entretanto, os filisteus decidiram fazer um grande combate contra Israel. Quando soube disto, Saul tentou escutar o Senhor, mas não o conseguiu; então, sentiu-se muito só, desamparado, e optou por consultar uma necromante. Naturalmente que esta personagem, cuja existência não fazia sentido face à lei de Deus, foi aqui colocada para evidenciar o desprezo a que Saul estava votado. Segundo o texto, a necromante conseguiu invocar o espírito de Samuel, que caracteriza como «um ancião envolto num manto». Com algum traço de ironia, até - «Porque perturbaste o meu repouso, fazendo-me vir aqui?», Samuel disse que Saul morreria, com os seus filhos, no dia seguinte.
Ora, quando o exército filisteu, ao qual pertencia David, marchava para o combate, os príncipes filisteus disseram que era perigoso David ir com eles, pelo que deveria regressar a Siclag. Embora o rei dos filisteus gostasse de David, não podia ir contra a vontade de todos os seus chefes, pelo que despediu David com cordialidade. De regresso a Siclag, David verificou que a cidade fora atacada e saqueada pelos amalecitas, além de as mulheres terem sido raptadas. Então, David perseguiu-os e conseguiu vencê-los, recuperando as mulheres e os bens saqueados.